Quando a noite pesar nos teus ombros
E o silêncio fizer morada no quarto
Não precisa esconder as tempestades
Nem vestir coragem por costume
Há braços que chegam sem anúncio
Presenças que ficam mesmo no escuro
Como faróis acesos na chuva
Guiando barcos cansados de afundar
Se o mundo partir seus sonhos ao meio
E a esperança perder o endereço
Eu junto os pedaços da sua calma
Com a delicadeza de quem rega flores
Se seus passos cansarem da estrada
E o coração esquecer como pulsa leve
Deixa comigo o peso da tristeza
Eu caminho com você até nascer o dia
Não prometo céus sem nuvens
Nem eternidades desenhadas em vidro
Eu prometo apenas permanecer
Mesmo quando tudo parecer ruína
Quero ser abrigo nos seus invernos
Riso manso nas manhãs difíceis
A voz que encontra você no caos
E devolve paz ao seu horizonte
E se um dia perguntar o que sinto
Direi sem medo, sem pressa, sem defesa
Entre todas as coisas do mundo
O que eu mais desejo
É nunca ver seu brilho desaparecer










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