Gosto de conhecer pessoas. As palavras, quando verdadeiras, têm um jeito especial de alcançar a alma. Quando são escritas com cuidado e sinceridade, tocam meu coração, não pelo brilho, mas pela intenção. O que me afasta é quando, mais adiante, fica claro que tudo não passava de interesse disfarçado.
Diz-se que não é por visibilidade, mas nem sempre isso convence. Talvez eu esteja errada nas minhas leituras, mas até hoje esse erro não aconteceu. Por isso sigo cautelosa, com um pé atrás. Com o tempo, as máscaras costumam cair, e quando caem, apenas confirmam aquilo que, lá no fundo, já era pressentido.
Ninguém conhece verdadeiramente a vida do outro. Cada pessoa carrega suas próprias lutas, seus silêncios e suas histórias. Não se mede o caminho alheio pelo jeito que escolhemos viver o nosso.
As palavras, quando verdadeiras
Não precisam chamar atenção
Elas não brilham para convencer
Iluminam porque são honestas
Quando escritas com cuidado e intenção
Alcançam a alma com suavidade
Tocam o coração não pelo efeito
Mas pela verdade que carregam
O que me afasta é o encanto ensaiado
Quando mais adiante fica claro
Que havia interesse por trás do gesto
Aprendi a seguir com cautela
Porque quem é verdadeiro não tem pressa
Com o tempo, as máscaras caem
E quando caem, não chocam
Apenas confirmam aquilo
Que o silêncio já havia dito




