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30 outubro 2025

Ecos Nas Vozes

“Já me li em tantos livros.” (Zack Magiezi)
Às vezes esqueço onde terminam as histórias dos outros e começa a minha. Cada palavra que me tocou deixou um traço, uma dúvida, um espelho. Não busco mais uma definição, eu percebi que tentar dizer quem sou é reduzir o movimento que existe em mim. Mas sei, com alguma clareza, o que não quero ser. E talvez isso baste por agora, um contorno suave, um espaço onde o que sou ainda pode respirar.
Li-me em ecos nas vozes
Que o tempo deixou abertas
Não busco forma, nem rótulo
Apenas o silêncio entre o que fui
E o que escolho não ser

21 julho 2025

O Eco De Um Nome


Eu escuto a maré baixar, o lamento das conchas vazias
O eco de um nome que o mar repete em silêncio
Até que a lua desenhe um caminho de prata
E eu me perca, serena, nesse abraço sem fim
As ondas se retiram devagar, deixando rastros de sal e saudade
Cada recuo é um verso esquecido, escrito na areia pela madrugada
O vento carrega o som das conchas, sussurros que se dissolvem no ar
Como memórias que a maré levou, mas o coração insiste em guardar
A noite estende seu manto escuro, e a lua, fiandeira de sonhos
Tece fios de luz sobre as águas, convite para navegar sem rumo
E eu sigo, sem medo nem pressa, pelas veredas que o mar desvenda
Até que o horizonte me absorva, e eu seja apenas espuma e lenda