De uma alma que sobreviveu
O que me tiraram, ou o que eu perdi
Eram apenas coisas a mais que carregava na bagagem
E o peso delas não me deixava prosseguir
Sigo assim, mais leve pelos caminhos
Olho o horizonte que me convida para uma nova caminhada
Há sempre algo meu que ainda não desperdicei
Algo raro pode se multiplicar em novas cores...
Quando o vento passa pelos meus olhos
Vejo que em algum momento enxergo de olhos fechados
Esqueço-me das incertezas e vejo aquilo que tenho
Tesouros e histórias para contar
Eu renasço toda vez que adormeço
E encontro uma ponte que me leva mais próxima às estrelas
Agarro-me no que é meu, os meus sonhos
Corto os galhos secos como de uma árvore
Porque eu também quero renascer.