Mostrando postagens com marcador Paz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paz. Mostrar todas as postagens

09 abril 2026

Ainda Nós


Entre tropeços e promessas sussurradas
Dois corações insistiram em permanecer
Havia vozes ao redor prevendo quedas
Como ventos contrários tentando apagar o que ardia

E, mesmo assim, seguimos
Passo após passo, sem mapa
Guiados por algo que não se explica
Mas se sente no silêncio entre dois olhares

Hoje, ao contemplar nossa própria história
Vejo marcas de batalhas vencidas lado a lado
Risos que nasceram depois do cansaço
E mãos que nunca se soltaram de verdade

Você é o abrigo onde descanso minhas pressas
O destino onde meus sonhos encontram sentido
A presença que transforma o comum em eterno
Como um suspiro que se recusa a terminar

Se tivéssemos escutado o mundo
Talvez só restasse ausências
Mas escolhemos acreditar
E nisso, reinventamos o impossível

Hoje, ao revisitar o que fomos
Reconheço vestígios de luta partilhada
Inteiros, mais fortes, entrelaçados
E no fim de cada dia
É no seu afeto que encontro paz


07 junho 2025

O BALANÇO

A tela da vida pintada com o pincel do tempo

Aqui estou eu no balanço
Olho para o nada
E nada mais espero
Cuido agora de mim
Do meu conforto, do meu sossego
Como um instante de paz dentro da tempestade
Eu gosto desse balanço
É tão suave é calmo
A brisa sussurra promessas
Do que não foi, do que será
Mas aqui e agora, é tudo que preciso
O simples prazer de existir
Entre ritmos de vida e silêncio
E assim sigo...
No balanço da minha jornada
Onde cada passo ecoa
E cada suspiro me abraça
Neste espaço que criei
Com a liberdade de ser
Um coração leve, em movimento
Como um lembrete de que
Já cheguei longe...

04 dezembro 2024

A Esperança Do Ser


A dor e a esperança se entrelaçam
Em meu peito, um sentimento sem fim
Meu coração ainda te chama
Mesmo sabendo que está longe de mim
A esperança é como um raio de sol
Que teima em brilhar em minha escuridão
Mas a dor me consome não me deixa em paz
É difícil aceitar que não é mais minha razão
Como posso admitir a realidade cruel?
Que teu coração já encontrou um novo abrigo
Meus olhos não querem ver, meu coração se recusa a crer
Que você já segue outro caminho, tão distante do meu
A esperança insiste em me iludir
Mas a dor me lembra de que é hora de partir
Aceitar que nosso amor não foi correspondido
E seguir em frente, sozinha, perdida
Mas mesmo na dor, na solidão que me consome
Ainda guardo um fio de esperança em meu ser
Que um dia, quem sabe, teu coração volte a me pertencer
E que enfim, eu possa encontrar o amor que tanto sonhei

24 julho 2023

Amor Em PAZ


Eu amei
E amei, ai de mim, muito mais
Do que devia amar
E chorei
Ao sentir que iria sofrer
E me desesperar
Foi então
Que da minha infinita tristeza
Aconteceu você
Encontrei em você a razão de viver
E de amar em paz
E não sofrer mais
Nunca mais
Porque o amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz
O amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz

Amor Em Paz Gal Costa Composição: Antonio Carlos Jobim/Marcus Vinicius de Moraes


Samba clássico da bossa nova, concebido pela proveitosa parceria Tom Jobim-Vinícius de Moraes.
Composto em 1960, numa viagem de trem entre o Rio de Janeiro e São Paulo.
A velha história do amor perdido, sofrido, lamentado e a expectativa de paz que renasce com a descoberta de um novo amor, arrematando-se o poema com a romântica reflexão: “O amor é a coisa mais triste quando se desfaz.”

30 maio 2023

Se Vista De Azul


O azul é do céu
Das águas do oceano
Cheio de ternura e emoção
O azul é sereno
O azul da mente pura
O azul da energia
O azul da fé e da confiança
Azul para se comunicar
Azul para se ouvir
Azul para dar o ritmo
Em tudo o que você faz
O azul cura o seu trauma
O azul acalma a sua alma
O azul dá o conforto
Não se sinta triste
Se vista de azul
E sinta o que o azul pode fazer

09 junho 2017

Minha Natureza


À medida que o vento sopra
Por entre o meu cabelo...
Ele se abaixa e beija minha pele
E deste lugar ninguém sabe
Esta casa dentro de minha alma
Não é outro senão o meu coração
Esta delícia ninguém pode medir
O cheiro fresco de chuva no ar
Agrada meus sentidos
Todas as plantas ficam verdes
E as árvores tocam o céu
Eu caí, como eu estou levantando
Como se eu pudesse voar
Nada pode me ferir a partir deste céu
Que eu encontrei...
Não se conversa sozinha
Se tem o vento, borboletas, chuva
O frescor das plantas e flores
Estou em paz com a vida
Estou em paz comigo...

(Lucia)
Direitos Autorais
Lei nº 9.610/98