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05 julho 2025

O Jogo Da Ironia

Ironia dourada, máscara brilha, mas esconde o vazio dentro.

Com palavras afiadas, como lâminas cortantes
Ele veste sua ironia como um manto dourado
Sabe tudo, e o mundo parece ser
Só um palco onde ele é o ator aplaudido e adorado.

Mas quem são os outros, se não sombras?
Figuras que dançam ao seu redor
Só para confirmar suas ideias vagas
Sendo o espelho de um ego maior.

Os olhos brilham, o sorriso é ácido
Cada frase, um veneno disfarçado
O seu saber parece infalível
Mas por trás do riso, há o vazio, escondido.

A ironia é sua armadura, sua defesa
Um escudo contra a fragilidade que ele teme
Mas em cada piada, ele se perde e se enclausura
Não percebe que na falta de conexão, ele se dissolve, ele se queima.

E no fim, quem é o irônico?
Aquele que “entende tudo”
Ou o que não consegue ver que a vida
Não é uma piada pronta, mas um caminho profundo?

01 outubro 2024

A Panela De Pipoca Da Vida


Eu vivo me perguntando, em silêncio profundo,
Por que o ser humano, em sua sede insaciável,
tira o tapete da vida do outro,
Como quem deseja apenas ver a queda?

Na panela aquecida, os milhos dançam,
alguns se estouram em risos, outros em dor,
a maioria brilha, explode em festa, mas
a minoria, qual sombra, faz da vida um tormento.

Estão sempre ali, imóveis, a espreitar,
esperando o momento de soltar seu veneno,
suas cascas duras, insensíveis ao calor,
enquanto os outros se entregam ao destino.

Por que essa luta, essa voracidade,
de querer puxar a base que sustenta o outro?
Em meio a estalos e saltos,
perdemos a essência do que é ser humano.

Ao olhar a panela, pondero e me perco,
as pipocas ao meu redor são fragmentos,
e no fundo, é um espelho da sociedade,
onde uns brilham e outros apenas sobrevivem.

Mas ainda assim, há esperança na fervura,
que o amor seja o fogo que transforma,
fazendo cada milho, cada coração,
estourar em união, em harmonia e luz.

12 setembro 2024

Sombras Suaves À Eternidade


Em sombras suaves, a luz a brilhar
Teus olhos, estrelas, vêm me guiar
No sopro do vento, o amor se revela
Nos braços do tempo, dançamos sem fim
Um sonho eterno, onde tudo é assim
Além da eternidade, eu e você
Na dança dos astros, sempre a renascer
E ao ritmo do mundo, nossos corações
Cantam em uníssono, mil emoções
Teu riso, a melodia que embala meu ser
E na brisa leve, podemos viver
As horas se esvaem, mas nunca se vão
Pois cada instante é doce, é pura canção