25 abril 2026

Onde A Presença Era Cenário

Quando já não há mais como sustentar o que nunca foi sólido, resta desaparecer.

Veio com mãos estendidas
Voz mansa, atenção demais
Teceu laços ligeiros
Com promessas artificiais

Parecia porto seguro
Presença firme a guiar
Mas era tudo ensaiado
Para um enredo enganar

Quando a dúvida soprou leve
Quase nada, quase um véu
Se perdeu nas próprias falas
E o chão lhes faltou no céu

E então veio o silêncio
Não o que guarda ou revela
Mas o que foge apressado
Quando a mentira amarela

Sumiu como quem nunca
Soube sequer permanecer…
Pois quem constrói no vazio
Não sabe o que é sustentar, nem ser

11 comentários:

  1. Um amor é uma flor frágil...
    não pode florescer sem muitos cuidados.
    Tal como a flor, tem que ser regado, tratado com carinho
    e protegido das tempestades.
    E mesmo assim... jamais poderá existir na indefinição!

    Tem uma feliz semana minha amiga,
    Beijos.

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    1. Olá caro A.S.
      Faz sentido o que escreveu, porém não faz para o poema.
      Quem era excesso vira ausência. Quem parecia verdade se dissolve sem explicação. E o silêncio, aquele que poderia ser abrigo da verdade, vira apenas o eco da mentira que não conseguiu terminar sua obra.
      Gratidão pelas palavras e visita.
      Suave seja a sua semana, amigo poeta.
      Beijo!

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  2. "Há pessoas que se aproximam como quem oferece abrigo, mas na verdade estão erguendo cenário. Elas são solícitas, atentas, quase dedicadas demais, um cuidado que não nasce do afeto, mas da intenção. Cada gesto parece pensado, cada palavra medida para caber exatamente no ouvido de quem querem convencer.
    Elas não chegam com pressa. Chegam com estratégia."
    É disso que trato no poema.

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  3. Minha querida amiga Lúcia,
    A vida é uma construção, e as decepções amadurecem em meio a estas montagens de "tijolinhos". Observo aqueles que comentam em "blogs", mas, fazem tudo automaticamente, apenas esperando uma resposta... Quantos blogueiros passaram pelo ®DOUG BLOG e desapareceram como uma melodia ruim. Há "amigos" que se escondem atrás de avatares, atrás da exigência de que as pessoas visitem seus "blogs". Alguns "dão uma passadinha para ver as novidades", mas, a poesia que apresentam é toda produto de "I.A.".
    Recentemente, você teve um "debate" (nos comentários), com seu seguidor "Edu", dizendo que ele havia deixado de te seguir. Se eu me importasse com quem deixa de me seguir e me visitar no ®DOUG BLOG, teria abandonado a "blogosfera" há muito tempo.
    As pessoas precisam viver mais como antigamente... Longe das telas, porque, se alguns acreditam que descendem de macacos, esta nova geração descende de amebas... Aqui e "além mar".
    Tenha uma ótima semana!
    Beijos!!!

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    1. Olá caro Douglas.
      Isso não me preocupa, só para constar aquilo que sinto e penso. Quantos vieram, seguiram, retribui e como um passe de mágica sumiram, deixaram de me seguir, podia citar nomes assim como você fez, mas nada ganho com isso. São anos aqui e muitos sem alguém comentar. Aqui é meu espaço, onde escrevo as minhas mesmices, vou seguir, não vou parar. Não vivo de internet, é só um espaço para guardar meus arquivos. Gratidão por sua presença e palavras, muito sucesso na sua vida. Boa noite, suave seja a sua semana.
      Beijo.

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    2. Lucia, se você me permite deixar uma palavrinha para o Douglas.

      Douglas, só para pontuar, como eu expliquei , eu não deixei de seguir a Lucia. Não lembro de ter deixado de seguir nenhum blogueiro que um dia decidi seguir. Se eu segui, foi porque gostei. Porém, como você bem diz, a relação na blogosfera é, geralmente, no "toma lá, dá cá" em se tratando de comentários. Ninguém é obrigado a comentar todos os posts de todos os blogues que segue. Acho até que seria difícil fazer isso com quem segue muitos. Nunca cobrei comentários de ninguém e não gosto que me cobrem, fica uma coisa artificial, né? aliás, já pensei até em fechar os comentários do meu blog exatamente para deixar essa questão de lado. Fiz uma vez mas acabei voltando com os comentários.
      A grande maioria das pessoas que leem minhas crônicas não comentam nada, e tá tudo bem. Pelo menos se fossemos remunerados por comentários....rs

      Obrigado, Lucia.
      E sobre teu poema, o que dizer? Ele reflete uma dimensão dos relacionamentos humanos. Durante a vida, muita gente vem e vai e não tem como ser diferente. Alguns criam ninhos ao nosso redor, e esses, devem ser alçados a condições de amigos.

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    3. Olá Eduardo Medeiro.
      Conversamos (escrevemos) nesse fato e nos entendemos. Não é o comentário o problema e sim o Gadget dos seguidores, e não obrigo ninguém a comentar. É um post meu, que não caberia nada disso. Está tudo bem e não está também, mas vai ficar. Boa semana.

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  4. Há quem faça um verdadeiro teatro. E, sendo bom ator, a conquista torna-se mais fácil. Mas a verdade não existe e tudo se torna claro quando a(o) enganada(o) percebe o artifício.
    Gostei do seu poema, é magnífico.
    Boa semana minha amiga.
    Um beijo.

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    1. Olá caro Jaime.
      Fico feliz pelas palavras e visita.
      Boa semana, amigo poeta.
      Beijo!

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  5. Olá Lucia. É verdade o que dizes.
    Quando um amor se afasta
    sem explicação, e a mentira permanece,
    então, isso não é amor... é falsidade!...

    Tem um dia feliz querida amiga.
    Beijos.

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    1. Olá A.S.
      É verdade meu amigo poeta.
      Gratidão pelas belas palavras e visita.
      Boa semana pra você.
      Beijo!

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Palavras são agradáveis à minha alma. Escritas lindamente, tocarão meu coração