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24 julho 2023

Amor Em PAZ


Eu amei
E amei, ai de mim, muito mais
Do que devia amar
E chorei
Ao sentir que iria sofrer
E me desesperar
Foi então
Que da minha infinita tristeza
Aconteceu você
Encontrei em você a razão de viver
E de amar em paz
E não sofrer mais
Nunca mais
Porque o amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz
O amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz

Amor Em Paz Gal Costa Composição: Antonio Carlos Jobim/Marcus Vinicius de Moraes


Samba clássico da bossa nova, concebido pela proveitosa parceria Tom Jobim-Vinícius de Moraes.
Composto em 1960, numa viagem de trem entre o Rio de Janeiro e São Paulo.
A velha história do amor perdido, sofrido, lamentado e a expectativa de paz que renasce com a descoberta de um novo amor, arrematando-se o poema com a romântica reflexão: “O amor é a coisa mais triste quando se desfaz.”

22 julho 2023

SONETO DA ROSA

Mais um ano na estrada percorrida
Vem como o astro matinal, que a adora
Molhar de puras lágrimas de aurora
A morna rosa escura e apetecida.
E da fragrante tepidez sonora
No recesso, como ávida ferida
Guardar o plasma múltiplo da vida
Que a faz materna e plácida, e agora
Rosa geral de sonho e plenitude
Transforma em novas rosas de beleza
Em novas rosas de carnal virtude
Para que o sonho viva da certeza
Para que o tempo da paixão não mude
Para que se una o verbo à natureza.

-Vinicius De Moraes-

06 abril 2011

Soneto a Vinicius

SONETO A VINÍCIUS (Pablo Neruda) Vinícius, como el animal querido Vuelve a buscar su origem, su vertiente, Este soneto que creí perdido Vulve a tocar tu pecho transparente, Durmió tal vez en un remido ruído O se quemó en la luz del continente. En Ouro Preto atravesó el olvido Y despertó el cristal intransigente. Así otra vez, hermano, ha renacido El soneto elevado y escondido, Acepta en él la sal y alegría. Que nos lleva en la tierra, mano a mano A celebrar lo divino y lo humano Y a vivir de verdad la poesía.
Soneto retirado do livro Vinícius de Moraes "Poesia Completa e Prosa", dito por unica Edição "1974". Fui presenteada com um exemplar dessa maravilha na minha juventude, que guardo como um tesouro. Pablo Neruda escreveu especialmente para essa edição e pediu que fosse dado o seguinte título "Soneto para Vinícius de Moraes", reconstruyendo un soneto anterior extraviado habiendo sido este nuevo soneto escrito en Ouro Preto, en septiembre de 1968" O primeiro quarteto do primitivo "Soneto a Vinicius de Moraes" extraviado era o seguinte:
No dejaste deberes sin cumprir Tu tarea de amor fué la primera Jugaste con el mar como un delfin Y pertences a la primavera