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09 abril 2026

Ainda Nós


Entre tropeços e promessas sussurradas
Dois corações insistiram em permanecer
Havia vozes ao redor prevendo quedas
Como ventos contrários tentando apagar o que ardia

E, mesmo assim, seguimos
Passo após passo, sem mapa
Guiados por algo que não se explica
Mas se sente no silêncio entre dois olhares

Hoje, ao contemplar nossa própria história
Vejo marcas de batalhas vencidas lado a lado
Risos que nasceram depois do cansaço
E mãos que nunca se soltaram de verdade

Você é o abrigo onde descanso minhas pressas
O destino onde meus sonhos encontram sentido
A presença que transforma o comum em eterno
Como um suspiro que se recusa a terminar

Se tivéssemos escutado o mundo
Talvez só restasse ausências
Mas escolhemos acreditar
E nisso, reinventamos o impossível

Hoje, ao revisitar o que fomos
Reconheço vestígios de luta partilhada
Inteiros, mais fortes, entrelaçados
E no fim de cada dia
É no seu afeto que encontro paz


15 outubro 2025

Descartável


A beleza dessa dor não está no fim. Está na reconstrução. Porque, um dia, quem sente a exclusão se dá conta de que, ao ser usado, ao ser descartado, de alguma forma, ainda estava se fazendo importante para os outros. Talvez não tivesse sido reconhecido por completo, mas teve a chance de ser quem era, de se doar sem esperar algo em troca. E acredite isso é um dom.
No final, aprende a se valorizar, a perceber que a exclusão de um momento não define sua existência. O tempo sempre traz novas oportunidades. E quem um dia foi descartado, sabe o valor de nunca mais ser uma ferramenta vazia nas mãos de quem só te usa quando precisa.

Usam-me em dias de dor
Como abrigo contra o vento
Mas quando volta o calor
Sou jogado ao esquecimento

Promessas feitas ao escuro
Somem com a luz do dia
E eu, pedaço sem futuro
Viro resto, viro nostalgia

Fui tudo por um instante
Agora sou só silêncio e chão
Mas quem aprende a ser constante
Renasce da própria exclusão

07 junho 2025

O BALANÇO

A tela da vida pintada com o pincel do tempo

Aqui estou eu no balanço
Olho para o nada
E nada mais espero
Cuido agora de mim
Do meu conforto, do meu sossego
Como um instante de paz dentro da tempestade
Eu gosto desse balanço
É tão suave é calmo
A brisa sussurra promessas
Do que não foi, do que será
Mas aqui e agora, é tudo que preciso
O simples prazer de existir
Entre ritmos de vida e silêncio
E assim sigo...
No balanço da minha jornada
Onde cada passo ecoa
E cada suspiro me abraça
Neste espaço que criei
Com a liberdade de ser
Um coração leve, em movimento
Como um lembrete de que
Já cheguei longe...