Não foi o começo que me prendeu
Nem o fim que me definiu
Foi o meio esse lugar sem nome
Onde a gente acontece de verdade
Ali morava o teu jeito de ficar
Mesmo quando tudo parecia ir
E o meu jeito de te querer
Mesmo sem saber explicar
O meio de nós era isso...
Um mundo inteiro cabendo em instantes
E o tempo esquecendo-se de correr
Quando a gente se olhava
Se houve fim, eu não sei dizer com certeza
Porque o que foi vivido com verdade
Não sabe obedecer a despedidas
Ficou o meio
Ficou nós
Ficou o que o coração reconhece
Mesmo quando a história muda de rumo
E agora, coração…
Vai devagar
Não apaga o que foi
Mas aprende a respirar de novo
Se for pra amar outra vez
Que seja sem medo de começar
15 abril 2026
O Meio De Nós
Assinar:
Postar comentários (Atom)

“Porque o que foi vivido com verdade
ResponderExcluirNão sabe obedecer a despedidas”
É verdade, Lucinha...
Somente “o meio” importa... de tudo o que vivemos nesta vida!
No começo... são os sonhos, os desafios, as esperanças... o prazer, a irreverência, a admiração mútua!
No fim... restam as mágoas, os descaminhos, as discordâncias... a tristeza, o ressentimento, a decepção pela perda!
É no meio que o mais importante reside, subsiste e se sustenta!
A canção, composta por Tavito, Ney Azambuja e Paulo Sérgio Valle em 1991, foi um dos grandes sucessos do Roupa Nova e é reconhecida e aplaudida até hoje.
É sublime, Lucinha...
Deixar fluir do coração o que ele interpreta livremente quando ouve uma canção;
Deixar brotar da sua mais profunda intimidade, todo o sentimento que uma música desperta;
Deixar expostos, livremente, os versos nascidos do coração e grafados com as mãos da verdade!
Parabéns, meu bem... seus poemas me encantam!
Beijos... afagos... e carinhos.
Olá Cris.
ExcluirQue mensagem linda, tocou-me profundamente. Você traduziu de um jeito muito sensível esse “meio” onde a vida realmente acontece e ganha sentido. É ali que tudo se constrói, se transforma e permanece dentro da gente.
Fico muito feliz em saber que meus versos encontraram espaço no seu coração e despertaram sentimentos tão verdadeiros. Obrigada pelo carinho, pelas palavras tão generosas e por sentir junto comigo 🤍
Beijos!
Bonsoir Lucia,
ResponderExcluirTon poème est d’une grande délicatesse. Tu sais capter ce “milieu” des histoires, cet endroit rare où les émotions continuent d’exister sans bruit, et tu le fais avec une sincérité touchante. Tes mots respirent, ils apaisent, et ils laissent une trace douce.
C’est beau, fluide, et profondément ressenti.
Bonne soirée mon amie , bisou
Veronique
Bonsoir, Véronique 🌙
ExcluirJe suis restée un moment avec tes mots posés en moi, comme on écoute quelque chose de beau sans se presser de répondre… merci pour cette lecture si sensible et généreuse. C’est un cadeau de savoir que cet « entre-deux » parfois si silencieux a trouvé un écho en toi.
Je t’envoie une étreinte avec la même douceur et le même soin que j’ai reçus ici.
Je te souhaite une nuit sereine 💫 Bises.
Muito belo o teu poema Lucia.
ResponderExcluirTodos os dias amanhece... todos os dias se renasce!...
Nunca o amor pode ficar no meio... hesitante.
Se não se consegue apagar o que já foi... então amanhece!
Recomeça um novo dia, com um sol mais intenso, que faça cintilar tudo o que já foi!...
Um bom fim de semana Lucia.
Beijos!
Olá caro A.S.
ExcluirOs melhores momentos estão no meio.
Gratidão pelas palavras e visita.
Bom final de semana.
Beijo!