Fica...
Não como quem hesita
Mas como quem sabe
Que certos amores não acontecem duas vezes
Se você partir agora
Não leva só o som da sua voz
Ecoando pelos cantos da casa
leva o silêncio que nunca aprendi a suportar
Há coisas em nós
Que não nasceram para ser passageiras
O jeito que o tempo desacelera
Quando seus olhos encontram os meus
A forma como o mundo parece caber
No espaço entre um abraço e outro
Dizer adeus agora
É como rasgar um livro no meio
Quando a história ainda pulsa
Quando os capítulos mais bonitos
Ainda pedem para existir
E amanhã…
Ah, o amanhã pode ser cruel
Carregado de palavras impensadas
De orgulho que pesa mais do que devia
De saudades que chegam cedo demais
Fica
Não porque é fácil
Mas porque é raro
Porque o que temos
Não é só amor
É daqueles encontros improváveis
Que a vida oferece baixinho, como quem testa
Se a gente é capaz de reconhecer o essencial
Fica…
E deixa o resto do mundo esperar

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