Há um amanhecer que nasce por dentro
Mesmo quando o horizonte parece incerto
Das ruínas surgiram entendimentos
O que partiu não virou corrente
Virou sabedoria quieta...
Puxo o ar devagar
E sigo pela própria jornada
Mais inteira que na véspera
Uma serenidade germina
No lugar onde antes
Tempestades faziam morada
A trilha se ilumina pouco a pouco
Movimento após movimento
Sem urgência, sem pavor
Os fardos se soltam dos ombros
E o espírito encontra equilíbrio
O que parecia abismo
Revela-se abertura
Um espaço amplo para existir de outro jeito
Sou feita de recomeços
De bravura que não faz alarde
De uma claridade que insiste em permanecer
E continuo…
Não porque a vida mudou de peso
Mas porque minha alma ganhou raiz
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06 março 2026
02 novembro 2025
Raízes Do Silêncio
Não sei ao certo quando partiu
Talvez tenha sido devagar
Como quem se despede em silêncio
Esperando que o outro perceba
O amor, antes tão vivo
Foi se apagando nas entrelinhas do costume
Os gestos viraram hábito
E o toque, lembrança
A casa ficou cheia de vazios
Ecos de risos antigos
Fotografias que ainda tentam sorrir
Há uma xícara esquecida na mesa
Metade café, metade saudade
Procurei respostas no espelho
Mas vi apenas o reflexo de quem amou errado
Não por falta de amor
Mas por medo de mostrá-lo
Achei que amar era segurar forte
Mas era deixar espaço pra respirar
Achei que tempo bastava
Mas o tempo sem cuidado só desgasta
Agora carrego comigo
As raízes do silêncio
Profundas, invisíveis
Crescendo no lugar onde se esteve
E se ainda dói, é porque ficou vivo
O que não teve fim...
Talvez tenha sido devagar
Como quem se despede em silêncio
Esperando que o outro perceba
O amor, antes tão vivo
Foi se apagando nas entrelinhas do costume
Os gestos viraram hábito
E o toque, lembrança
A casa ficou cheia de vazios
Ecos de risos antigos
Fotografias que ainda tentam sorrir
Há uma xícara esquecida na mesa
Metade café, metade saudade
Procurei respostas no espelho
Mas vi apenas o reflexo de quem amou errado
Não por falta de amor
Mas por medo de mostrá-lo
Achei que amar era segurar forte
Mas era deixar espaço pra respirar
Achei que tempo bastava
Mas o tempo sem cuidado só desgasta
Agora carrego comigo
As raízes do silêncio
Profundas, invisíveis
Crescendo no lugar onde se esteve
E se ainda dói, é porque ficou vivo
O que não teve fim...
14 setembro 2025
Só Nos Resta Viver
Há dores que não pedem licença
Chegam caladas, mas gritam alto
Mas mesmo ali, no fundo do poço
Existe um eco, uma voz quase apagada
Que sussurra entre as lágrimas
O sofrimento, por mais cruel, às vezes ensina
Lapida
Transforma
Faz crescer raízes onde só havia pedra
E o amor, ah, o amor!
Às vezes é só isso
Ficar
Segurar a mão trêmula
Silenciar junto
Chorar junto
E lembrar, bem baixinho
Que ainda existe sol, mesmo atrás da tempestade
A vida não é perfeita
Mas ainda é vida
Ainda pulsa
Ainda encanta, em seus detalhes miúdos
Na flor que insiste, na criança que ri
No abraço que abriga
Para quem já sentiu o peso do vazio
Para quem já se perguntou “por quê?”
A resposta talvez nunca venha inteira…
Mas a beleza, essa, vem em partes
Em lampejos
E isso basta...
Porque no fim, com toda dor e toda luz
Só nos resta viver...
Chegam caladas, mas gritam alto
Mas mesmo ali, no fundo do poço
Existe um eco, uma voz quase apagada
Que sussurra entre as lágrimas
O sofrimento, por mais cruel, às vezes ensina
Lapida
Transforma
Faz crescer raízes onde só havia pedra
E o amor, ah, o amor!
Às vezes é só isso
Ficar
Segurar a mão trêmula
Silenciar junto
Chorar junto
E lembrar, bem baixinho
Que ainda existe sol, mesmo atrás da tempestade
A vida não é perfeita
Mas ainda é vida
Ainda pulsa
Ainda encanta, em seus detalhes miúdos
Na flor que insiste, na criança que ri
No abraço que abriga
Para quem já sentiu o peso do vazio
Para quem já se perguntou “por quê?”
A resposta talvez nunca venha inteira…
Mas a beleza, essa, vem em partes
Em lampejos
E isso basta...
Porque no fim, com toda dor e toda luz
Só nos resta viver...
Angela Ro Ro - Só Nos Resta Viver
Angela Ro Ro (nascida Angela Maria Diniz Gonçalves a 5 de dezembro de 1949, no Rio de Janeiro) foi uma cantora, compositora e pianista brasileira, reconhecida como uma das grandes vozes da MPB pela revista Rolling Stone. Conhecida pelo apelido que remete à sua voz rouca, lançou álbuns como Angela Ro Ro (1979), Escândalo (1981) e Selvagem (2017), tendo suas composições gravadas por artistas como Maria Bethânia e Ney Matogrosso. Assumiu-se publicamente como lésbica, sendo uma pioneira na representatividade LGBTQIA+ na música brasileira, e faleceu em 8 de setembro de 2025.
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