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18 maio 2021

Soneto do Amor Total


Soneto do Amor Total
Vinicius de Moraes, em “Poesia completa e prosa”
Rio de Janeiro, 1951

Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

06 abril 2011

Soneto a Vinicius

SONETO A VINÍCIUS (Pablo Neruda) Vinícius, como el animal querido Vuelve a buscar su origem, su vertiente, Este soneto que creí perdido Vulve a tocar tu pecho transparente, Durmió tal vez en un remido ruído O se quemó en la luz del continente. En Ouro Preto atravesó el olvido Y despertó el cristal intransigente. Así otra vez, hermano, ha renacido El soneto elevado y escondido, Acepta en él la sal y alegría. Que nos lleva en la tierra, mano a mano A celebrar lo divino y lo humano Y a vivir de verdad la poesía.
Soneto retirado do livro Vinícius de Moraes "Poesia Completa e Prosa", dito por unica Edição "1974". Fui presenteada com um exemplar dessa maravilha na minha juventude, que guardo como um tesouro. Pablo Neruda escreveu especialmente para essa edição e pediu que fosse dado o seguinte título "Soneto para Vinícius de Moraes", reconstruyendo un soneto anterior extraviado habiendo sido este nuevo soneto escrito en Ouro Preto, en septiembre de 1968" O primeiro quarteto do primitivo "Soneto a Vinicius de Moraes" extraviado era o seguinte:
No dejaste deberes sin cumprir Tu tarea de amor fué la primera Jugaste con el mar como un delfin Y pertences a la primavera