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| Quando já não há mais como sustentar o que nunca foi sólido, resta desaparecer. |
Veio com mãos estendidas
Voz mansa, atenção demais
Teceu laços ligeiros
Com promessas artificiais
Parecia porto seguro
Presença firme a guiar
Mas era tudo ensaiado
Para um enredo enganar
Quando a dúvida soprou leve
Quase nada, quase um véu
Se perdeu nas próprias falas
E o chão lhes faltou no céu
E então veio o silêncio
Não o que guarda ou revela
Mas o que foge apressado
Quando a mentira amarela
Sumiu como quem nunca
Soube sequer permanecer…
Pois quem constrói no vazio
Não sabe o que é sustentar, nem ser
