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15 julho 2025

Portas Abertas, Educação Esquecida

 Portas se abrem sem um "por favor" no vento, e o silêncio dói.

Eles abrem as portas sem bater
Entram sem pedir, sem sequer perceber
Que existe uma linha invisível de respeito
Que se perdeu, como um eco desfeito
Não há “bom dia”, nem “boa tarde”
E o silêncio é o único amigo que lhes cabe
O “obrigado” se perdeu no vento
E a educação se foi, como um pensamento

Eles chegam como donos de tudo
Invadem o espaço, sem nenhum cuidado
Com pressa de entrar e mais pressa de sair
Sem um gesto, um olhar, sem se permitir
Ver o que deixaram atrás...
A indiferença que cortam como um punhal
Como se o outro fosse só um detalhe
Na jornada apressada de quem só se vale
Do que pode usar, sem mais preocupação.

Eles não pedem licença, nem respeitam
O espaço de quem ainda sabe o que é
Um ”por favor,”, um “desculpe”, um “obrigado”
A porta aberta é o único convite aceito
Mas a cortesia, essa, já foi esquecida
Passam por cima, atropelam
Sem olhar, sem sentir, sem se importar
Nem um vestígio de consideração
Apenas os rastros da pressa e da solidão.

E quando se vão, não deixam mais nada
A porta que se fecha é o único som
Que resta, ecoando pela casa vazia
Enquanto o vazio cresce como uma rotina fria
O respeito foi-se, diluído no tempo
E com ele, o entendimento de um simples gesto
Que, para entrar e sair existe uma regra
Que o outro também tem uma alma que pede
Apenas um pouco de humanidade, de luz.

Eles seguem, sem olhar para trás
Indiferentes ao que deixam ao que fazem
Atravessam a vida como sombras rápidas
Sem um “até logo”, sem um “muito obrigado”
E o mundo, aos poucos, se torna mais gelado
Onde as portas abrem e fecham sem coração
E a gentileza desaparece, se torna ilusão
Eles vão embora, e tudo se esvai
Mas nada muda. Eles continuam a andar
Sem notar que o mundo, pouco a pouco
Se desfaz quando a educação se vai.

12 outubro 2021

Fechando A Porta

Dias Nublados


Não é despedida
É só um sossego
Para aliviar o peito
Nenhuma dor pode permanecer
É apenas um silêncio
Por mais que o ar seja a palavra
Daquela voz clara que ouviu
Como um sopro doce
Ah! Que diria dos momentos
Dos velhos tempos e sorrisos
Dedicados mesmo doendo o peito
Nos dias e noites de prantos
Ah! Que triste perceber que mente
E mente tão bem!
Não, não é despedida
É só um descanso
Para recompor as forças
Saio na ponta dos pés
Fecho a porta outra vez
Não sinta minha falta
Os segredos morrem
Para bem-estar e conforto do seu coração
Até qualquer dia...!