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09 fevereiro 2026

Maré Interna

Fico de pé no quarto silencioso
Onde o tempo esqueceu um lado do colchão
Há noites em que o corpo deita
Mas a mente continua andando em círculos

Não foi só a despedida
Foi o que ficou vibrando depois
Erros têm gosto
E alguns voltam pela garganta

Carrego escolhas como pedras molhadas
Pesadas demais para fingir que não existem
O passado não chama ele sussurra

E mesmo sem porto
Meus pensamentos ainda nadam
Na direção de um nome
Que o peito não aprendeu a soltar

Esse sentimento é como tentar respirar dentro da memória: nada visível te prende, mas algo invisível pesa. Não é só a ausência de alguém é a dificuldade de aceitar quem você se tornou depois do adeus.