Porque descobriu você
E ainda não sabe
Como voltar ao normal
Eu tento respirar sozinha
Mas o peito desaprendeu o caminho
Desde que te conheci
Meu abrigo ganhou teu rosto
Quando você parte
O mundo perde suas cores
As horas ficam sem destino
E até a lua parece distante
Não é apenas saudade
É esse medo secreto
De descobrir que, sem teus passos
Meus dias não sabem florescer
Eu te amo como quem segura
A última chama contra o vento
Com as mãos trêmulas
Com medo de que o escuro vença
E talvez seja esse o meu abismo
Ter feito do teu abraço
A medida da minha felicidade
E da tua ausência
Um céu inteiro desabando
Peter Cetera - Restless Heart
"Restless Heart" retrata o medo profundo
da solidão e uma forte dependência emocional, onde a felicidade do eu lírico
está totalmente atrelada à presença da pessoa amada. A canção expressa um amor
intenso e dramático, no qual a ausência do parceiro é vivida como o fim do
mundo.

Boa noite, minha amiga querida!
ResponderExcluirQue amor bonito esse, Lucinha... que desencadeia tantos momentos de beleza em contrapartida a inúmeras situações de receio, de temor, de insegurança, de incerteza.
O coração bate forte e descompassado ao descobrir a grandeza desse sentimento... e o medo de perdê-lo nos faz imaginar imagens dolorosas e descobertas nada agradáveis.
“Desde que te conheci
Meu abrigo ganhou teu rosto” (que imagem linda, Lucinha!)
Quando se percebe que aquela pessoa encantada, com quem a gente sonhou a vida inteira apareceu para nós... é normal a inquietação, o desassossego, a ansiedade, o nervosismo... só de pensar na perda desse ser tão amado e tão especial.
Suas imagens poéticas retratam fielmente essa apreensão... senão vejamos:
“Quando você parte
O mundo perde suas cores”
“... sem teus passos meus dias não sabem florescer”
“E talvez seja esse o meu abismo
Ter feito do teu abraço
A medida da minha felicidade”
Aplaudo emocionada!
Beijo de boa noite, querida!
Olá Cris, talvez a nossa amizade faça você olhar meus escritos com uma generosidade que eu nem sempre consigo ter comigo mesma. Talvez eu saiba, sim, que há algo de meu nessas palavras, mas meus bloqueios insistem em me questionar. Por isso, receber de você uma leitura tão atenta e generosa me emociona. Gratidão por enxergar beleza onde, às vezes, eu mesma ainda hesito em reconhecê-la.
ExcluirBeijo!
Melancólicos y preciosos versos, Lucía. Tus versos describen esa paradoja infinita que nos mueve entre el amor, el anhelo y el miedo a perdernos. Me encantó. Un abrazo.
ResponderExcluirHola Gil
ExcluirGracias por tus amables palabras y tu visita.
Que tengas una buena semana.
Un abrazo.
Olá, Lucia.
ResponderExcluirUm poema bem visceral que reflete situações quase limites. Essa dependência total do outro para se poder sorrir, caminhar e sonhar, é bom enquanto o outro não foi embora, pois então, é quase luto. Sim, é abismo.
Olá! Eduardo
ExcluirÉ exatamente esse lugar que eu quis tocar no poema, quando o amor deixa de ser apenas encontro e passa também a revelar o quanto somos vulneráveis à ausência. Talvez o “abismo” esteja justamente aí, em perceber que fizemos do outro um lugar tão essencial que, quando ele parte, parece que tudo perde um pouco o sentido. Fico feliz que você tenha sentido essa intensidade nas palavras.
Gratidão pelas palavras e visita.
Boa semana.
Muito belo o teu poema Lucia!
ResponderExcluirO frio da ausência é como um vento
que sopra por dentro, abrindo janelas que já não existem!
É um vazio que nada pode preencher.
Poema e vídeo estão em perfeita sintonia!
Beijos!
Olá caro A.S.
ExcluirFico feliz de ter agradado.
Bom final de semana meu amigo poeta.
Beijo!
No amor, a ausência é mesmo "o medo de que o escuro vença".
ResponderExcluirExcelente poema, como sempre a sua criatividade é enorme.
Boa semana minha amiga.
Beijos.
Olá caro Jaime.
ExcluirFico feliz que tenha agradado.
Boa semana meu amigo poeta.
Beijo!