27 maio 2026

O Amor Que Partiu

No silêncio dos dias
Onde a luz se recolhe
A ausência pesa, como uma
Sombra que nunca se desfaz
O vazio conversa com o silêncio
Canta notas que só eu escuto
Recordações dançam pelas paredes
Mas não me devolvem
O calor do amor que partiu
A sua falta se espalha
Como uma brisa que não toca
Lembranças passam como fumaça
Cada uma guardando um pedaço do coração
E, ainda assim, a esperança brilha
Como uma luz distante
Sussurrando que, mesmo no vazio
A presença do seu perfume permanece

A Saudade É A Que Fica

8 comentários:

  1. Muito lindo seu poema lírico, Lucinha...
    Ele se caracteriza pela exaltação, louvor e homenagem a alguém muito importante... um amor inesquecível que deixou pegadas, odores, sons e uma tristeza profunda e melancólica.
    Um bem que partiu... que se foi... e deixou profundas lembranças e nítidos sinais do quanto foi e ainda é lembrado, enaltecido e reverenciado.
    Admitir o peso de uma ausência é marcar e validar o tamanho e a intensidade desse amor que saiu da esfera física, mas não deixou de existir no pensamento, no sonho... e, principalmente, nos momentos de solitude e desamparo íntimo.
    E como você diz lindamente... resta a esperança de que essa presença um dia se materialize e deixe de ser apenas sombra e perfume.
    Beijão pra você, poetisa!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Cris.
      Gratidão pelas palavras sensíveis assim como é seu coração.
      A poesia fala sobre a dor da ausência de alguém amado. Mesmo com a tristeza e o vazio deixados pela partida, as lembranças e o sentimento permanecem vivos. No final, há uma pequena esperança, embora a pessoa tenha ido embora, sua essência ainda continua presente na memória e no coração.
      Longe de ser poetisa, perto de ser alguém que escuta a canção com os ouvidos do coração.
      Quero agradecer por ter acatado a sugestão da canção e construído um vídeo daquilo que era e hoje não é mais.
      Como escrevi: "A saudade é a que fica."
      Beijos e ótima noite.

      Excluir
  2. Olá Lucia. Por vezes na vida, não há alquimia, nem saber,
    nem espença. apenas um patíbulo.
    O amor fica suspenso na fragilidade de um fio
    e o ar tem o peso do mundo!
    Quando o fio se parte... vai o amor... mas ainda fica a esperança
    a alimentar os teus sonhos e a vaguear no teu pensamento.
    Tudo o que respira... ainda vive!...
    Um beijo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá caro A.S.
      Isso é verdade.
      Gratidão pelas belas palavras e visita.
      Beijo meu amigo poeta.

      Excluir
  3. Olá Lucia,
    De volta ao teu cantinho, encontro este delicioso texto que transborda de saudades e de uma esperança suspensa por tempo indefinido.
    Quem conhece o sentimento, certamente vai sentir as tuas palavras de forma mais profunda.
    Deixo um texto que escrevi, faz tempo, que quiseres ler : https://fox-time.blogspot.com/2019/07/le-chat-cocktail-single.html
    Fica bem!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Fox.
      Fico feliz que tenha gostado.
      Saudade é bem assim, se sentiu, fica.
      Gratidão pelas palavras e visita.
      Bom final de semana

      Excluir
  4. Mesmo partindo, o amor deixa sempre alguma coisa para trás.
    Magnífico poema, gostei imenso.
    Boa semana e um feliz mês de Junho.
    Beijos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá caro Jaime.
      Sim!
      Gratidão pelo comentário e presença
      Boa semana amigo poeta.
      Beijo!

      Excluir

SEJA BEM VINDO!
Palavras são agradáveis à minha alma. Escritas lindamente, tocarão meu coração