20 agosto 2020

Na Chuva

 
Nas entranhas cinzentas da desilusão
Eu cantei a minha canção à solidão
Eu corri para os braços sem nada encontrar
A luz do meu espírito pensei achar nos outros
Até eu perceber, todos desistiram e se foram
A força da escuridão gotejou dos telhados
Uma estrada esquecida, sangrando
Quem seria eu pra seguir?
Quem se importaria?
Não tem as palavras de consolo
Mentem somente...
O abismo cresce cada vez mais
E você vive nele
Mantendo a cabeça erguida
Mesmo empurrada, sozinha
Vivendo para além do nada
A chuva lava o caminho e eu permaneço

4 comentários:

  1. Me impresiona este poema que implica el vacío de perder a alguien. Las palabras de este poema son profundas.

    Saludos desde Indonesia.

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    1. Poesia emocional que se vive, seja perda ou nostalgia quando chove. Obrigado por seu comentário e visita
      Saudações do Brasil ...

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  2. Lucia, a chuva torna tudo mais triste. Torna os abismos mais profundos sim. Mas esta é a realidade em que vivemos.
    Vamos aproveitar todos os momentos de sol para encontrar a energia com que venceremos os dias tristes!

    Beijos!
    A.S.

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    1. Sim!
      A chuva lava e em seguida o sol nasce, e tudo melhora
      Minha gratidão pelo comentário e visita.
      Feliz semana
      Beijos

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