Nas entranhas cinzentas da desilusão
Eu cantei a minha canção à solidão
Eu corri para os braços sem nada encontrar
A luz do meu espírito pensei achar nos outros
Até eu perceber, todos desistiram e se foram
A força da escuridão gotejou dos telhados
Uma estrada esquecida, sangrando
Quem seria eu pra seguir?
Quem se importaria?
Não tem as palavras de consolo
Mentem somente...
O abismo cresce cada vez mais
E você vive nele
Mantendo a cabeça erguida
Mesmo empurrada, sozinha
Vivendo para além do nada
A chuva lava o caminho e eu permaneço
