Onde o respeito dorme calado
Em terras de silêncio e abandono
Onde a verdade se perde
E a gentileza se esconde no sono.
Nos olhos que evitam o outro olhar
No grito que fere, mas não cura
Onde o orgulho começa a falar
E a humildade se vê na penumbra.
Lá, onde os gestos são vazios de afeto
E as palavras têm espinhos a se espalhar
Onde a empatia é um sonho quieto
Esquecido em algum lugar.
Mas ainda há esperança a brilhar
Nos corações que não se deixam calar
Onde o respeito, em algum instante, pode voltar
E a paz, novamente, começar a reinar.
Se soubermos, juntos, cultivar
Nos pequenos atos o que é de fato amar
Quem sabe, então, o respeito despertará
E em nós, finalmente, vai repousar.
