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05 outubro 2021

Sufocada


Deixa-me escrever aquilo que não consigo falar.
Não consigo, pois não quero magoar, machucar.
E quando me sinto assim, sou eu que me machuco.
Dei um basta nisso há muito tempo. Quero fazer as coisas a meu modo, no meu tempo.
Passei parte da minha vida, fazendo as coisas que os outros achavam que eu deveria fazer
Parecia que eu não tinha voz própria, vida própria, isso me anulou nos pensamentos, na vida.
Se eu tiver vontade de chorar, eu vou chorar, mesmo que seja por motivos bobos.
Se eu tiver que gritar, eu vou gritar, mesmo que eu perca a voz de tanto gritar.
Não quero que tentem mudar minha maneira de ser, pensar, de viver.
Se eu tiver que dizer “não”, escute o meu “não”.
Se eu tiver a “opinião”, escute a minha “opinião”.
Estou prensada, estou sufocada!
Assim como você eu tenho a minha razão e a minha verdade.
Não quero ser manipulada, como se eu fosse um fantoche.
Cada um no seu quadrado, assim tudo flui melhor.
Portanto, hoje, aqui e agora eu escrevo...
Eu tenho vida própria!!

16 novembro 2020

Meu Desabafo

 


Hoje eu precisei disso...
Nesses anos por aqui no blog e também no youtube.
Eu li, senti e até vi, de tudo um pouco.
Não estou escrevendo para julgar ou dar lição de moral em alguém.
Quem sou eu para fazê-lo?
As pessoas tem livre arbítrio isso eu sempre escrevi por aqui.
Dentro do respeito, as pessoas tem a liberdade de ir e vir.
É esse meu jeito bobo e torto de criar expectativa, acreditar, é onde me dou mal, bato com a cara na porta, me machuco.
Passaram muitas pessoas, quando para elas eu parecia no auge, e eu continuei firme naquilo que sou e penso.
Se eu cresci, foi nos olhos daqueles que aqui passaram, pois para meus olhos a humildade que aprendi na minha educação sempre permaneceu por aqui e também pela minha vida real.
Não cuido da vida de ninguém, cada um sabe de si e eu sei de mim. (estou virando repetitiva)
Faço aquilo que quero fazer, na hora que quero fazer.
Não gosto de ser manipulada e muito menos ser forçada a fazer as coisas.
Tudo é no meu tempo e do meu jeito.
Existe uma coisa que me incomoda e muito.
É essa indiferença, essa falta de bom senso das pessoas.
Ontem eram abraços, beijos.
Hoje é nem te conheço.
Costumava me questionar em relação a essa atitude.
Não mais questiono (me questiono).
Pensei com meus botões e cheguei à conclusão.
Não sou eu que faço algo a alguém.
Para terem esse tipo de atitude.
É Deus que retira do meu caminho.
Aquilo que não é bom.
Pois toda a noite na minha conversa com ELE. (Eu converso com Deus e você??)
Eu peço que me proteja de todo mau que me rodeia (inclui tanta coisa).
Dentre cem pessoas, uma se salva...
Não me ligo em números. (só quando vem as contas pra pagar)
Qualidade é o que tenho apreço.
E essa por onde passo eu a reconheço...
Lucia (De Improviso Meu Desabafo)

28 maio 2011

Mais desabafos

Em algumas ocasiões certas palavras, certas atitudes mais ou menos encenadas, sempre prontas a fazer germinar piedade nos outros, deixa-me pensativa. Vidas arrumadas de alguns, sem desvios, sem quedas. Não somos perfeitos e, além disso, o que sabem das nossas vidas, dos nossos sonhos, das nossas perdas, dos nossos sentir?
A maior parte das pessoas que nos rodeiam; para não falar daquelas que nem sequer nos conhecem e que são, quase sempre, as mais hábeis no manejo da falta de valores para nos acusarem, para nos magoarem, não têm consciência de que nada sabem de nós. Ninguém sabe de ninguém. Não somos histórias contadas em cinco minutos. Assim, não deveria ser possível condenar alguém a uma pena perpétua apenas porque ouvimos uma versão rápida de uma estória, quantas vezes recriadas pelas nossas frustrações não assumidas.
Sim, é verdade, tenho medo. Fujo de tudo o que não posso controlar. Vivemos num tempo em que ninguém diz “eu” com todas as letras, mas diz “eu” em todas as entrelinhas. Quem não diz “eu” cultiva o “eu” e, dessa maneira, o lugar dos outros parece ficar entre a função de adorno, que se coloca ou tira da prateleira conforme dá jeito ou o de simples obstáculo que é preciso abater.
Toda esta conversa, afinal, por que motivo? O tempo continuará a correr, entre sons de amor, ódio, raiva e indiferença, apesar do meu desabafo. De que adianta, tentar reconstruir o sentido do mundo na cabeça? A minha vida, a vida deles, a tua vida; sim, dirijo-me a você. Nada faz parar o tempo. Já pensou nisso? Que importa, então que os inimigos que não queríamos  tentem destruir-nos suavemente? Que os amigos, caridosos e geniais, nos caluniem amavelmente?
Ponho tudo de lado. Não porque não me incomode, mas porque quero viver em paz, pelo menos, quero tentar essa possibilidade. Cada um com sua vida, o seu sonho, o seu tempo. Cada um com suas fantasias, cada um com sua loucura.
Um dia, na hora certa, saberemos entender e sorriremos talvez aliviados.