05 outubro 2021
Sufocada
Deixa-me escrever aquilo que não consigo falar.
Não consigo, pois não quero magoar, machucar.
E quando me sinto assim, sou eu que me machuco.
Dei um basta nisso há muito tempo. Quero fazer as coisas a meu modo, no meu tempo.
Passei parte da minha vida, fazendo as coisas que os outros achavam que eu deveria fazer
Parecia que eu não tinha voz própria, vida própria, isso me anulou nos pensamentos, na vida.
Se eu tiver vontade de chorar, eu vou chorar, mesmo que seja por motivos bobos.
Se eu tiver que gritar, eu vou gritar, mesmo que eu perca a voz de tanto gritar.
Não quero que tentem mudar minha maneira de ser, pensar, de viver.
Se eu tiver que dizer “não”, escute o meu “não”.
Se eu tiver a “opinião”, escute a minha “opinião”.
Estou prensada, estou sufocada!
Assim como você eu tenho a minha razão e a minha verdade.
Não quero ser manipulada, como se eu fosse um fantoche.
Cada um no seu quadrado, assim tudo flui melhor.
Portanto, hoje, aqui e agora eu escrevo...
Eu tenho vida própria!!
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É assim mesmo LÙCIA bonito e forte este poema PARABENS
ResponderExcluirOlá Antonio.
ExcluirGratidão pelas palavras e visita.
Boa tarde Lucia. Obrigado pelo texto maravilhoso. Se o ser humano meditar no seu texto com certeza se tornará alguém melhor, isso começando por mim. Grande abraço carioca.
ResponderExcluirOlá Luiz.
ExcluirEu escrevo por mim, pela minha vida. Seria bom mesmo. Gratidão pelo comentário e visita.
Abraços e feliz semana.
Porque a nossa vida é única e intransmissível.
ResponderExcluirMuita gente se poderá rever no seu texto.
Continuação de boa semana, querida amiga Lúcia.
Beijo.
Que bom!
ExcluirGratidão pelas palavras e visita.
Tenha uma ótima noite Jaime.
Beijo