Quando a noite pesar nos teus ombros
E o silêncio fizer morada no quarto
Não precisa esconder as tempestades
Nem vestir coragem por costume
Há braços que chegam sem anúncio
Presenças que ficam mesmo no escuro
Como faróis acesos na chuva
Guiando barcos cansados de afundar
Se o mundo partir seus sonhos ao meio
E a esperança perder o endereço
Eu junto os pedaços da sua calma
Com a delicadeza de quem rega flores
Se seus passos cansarem da estrada
E o coração esquecer como pulsa leve
Deixa comigo o peso da tristeza
Eu caminho com você até nascer o dia
Não prometo céus sem nuvens
Nem eternidades desenhadas em vidro
Eu prometo apenas permanecer
Mesmo quando tudo parecer ruína
Quero ser abrigo nos seus invernos
Riso manso nas manhãs difíceis
A voz que encontra você no caos
E devolve paz ao seu horizonte
E se um dia perguntar o que sinto
Direi sem medo, sem pressa, sem defesa
Entre todas as coisas do mundo
O que eu mais desejo
É nunca ver seu brilho desaparecer

Sabe, Lucinha...
ResponderExcluirO cenário dos teus versos me transporta para outros tempos... onde todas essas imagens criadas por você eram reais e comuns, encontradas em muitos casais e existentes em muitos romances.
Infelizmente, já não se vê mais amores assim, que se doam ao outro... que suportam preconceitos... que derrubam barreiras e enfrentam lutas e dissabores... apenas para usufruir dessa emoção complexa que se manifesta através do cuidado, do respeito, do afeto diário e da admiração irrestrita, absoluta e incondicional pelo ser amado.
Seus versos têm “cheiro de saudade”!
Seu poema tem “sabor de verdade”!
Seu simbolismo literário e figurativo é uma “ode ao sentimento’!
Me apaixonei por ele...
Beijos
Ah, que comentário mais lindo e sensível, Cris
ExcluirFico muito feliz que meus versos tenham despertado em você essas lembranças e sentimentos tão profundos. Acho que a poesia tem mesmo esse poder de nos levar para lugares que o coração guarda com carinho, mesmo quando o tempo insiste em mudar tantas coisas ao nosso redor.
E você descreveu o amor de uma forma tão verdadeira. Esse amor que permanece, acolhe, enfrenta, resiste e se faz presente nos pequenos gestos do cotidiano. Talvez seja justamente por ser tão raro que ele ainda emocione tanto quando aparece na poesia.
Receber palavras assim aquece minha alma e dá ainda mais sentido ao que escrevo. Grata pelo carinho. 🌷
Um beijo enorme em você!
Es no ver nunca apagarse su brillo...el amor verdadero.
ResponderExcluirMuy bonito, Lucía.
Un abrazo y feliz día
Hola.
ExcluirSí.
Gracias por tus amables palabras y tu visita.
Que tengas un buen fin de semana.
Un abrazo!
É maravilhoso este teu poema Lucia!
ResponderExcluirÉ um trabalho poético de inegável qualidade, onde as palavras nos conduzem a emoções intensas e nos deixam o sabor amargo da saudade e o sentir de um coração pulsando de amor. Um dia vai chegar que serás o abrigo dos " seus" invernos!...
Tem um bom fim de semana querida amiga.
Beijos.
Olá caro A.S.
ExcluirÉ isso aí meu amigo poeta.
Vamos acreditar.
Bom final de semana. Gratidão!
Beijo!
Olá Lucia.
ResponderExcluirNa minha modesta opinião, não fomos feitos para viver a sós.
Por isso, neste teu belo texto, cheio de esperança ternurenta, é fácil deduzir que não haverá nada melhor do que poder ser o abrigo de alguém.
( ótima música )
Olá Fox.
ExcluirSou da opinião que sós nunca estamos.
Gratidão pelas palavras e visita.
Bom final de semana.
Nessa perspectiva, concordo contigo.
ExcluirQuem mais promete mais mente...
ResponderExcluirE, no amor, o essencial é a entrega e acreditar na vida a dois como a melhor opção.
Excelente poema, gostei muito das suas palavras.
Boa semana minha querida amiga.
Um beijo.
Olá caro Jaime.
ResponderExcluirIsso aí amigo poeta.
Boa semana.
Gratidão!
Beijo.