Mostrando postagens com marcador Khalil Gibran. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Khalil Gibran. Mostrar todas as postagens
04 janeiro 2022
Do Amor
Do Amor
(de Khalil Gibran)
Quando o amor vos chamar, segui-o.
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
trabalha para vossa poda.
E da mesma forma que alcança vossa altura e
acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
assim também desce até vossas raízes e
as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor a vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e
vos transforma no pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
para que conheçais os segredos de vossos corações e,
com esse conhecimento, vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor,
procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez e
abandonásseis a eira do amor,
para entrar num mundo sem estações,
onde rireis, mas não todos os vossos risos, e chorareis,
mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio e
nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Pois o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga:
"Deus está no meu coração",
mas que diga antes:
"Eu estou no coração de Deus".
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
pois o amor,
se vos achar dignos,
determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo senão
o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo,
amardes e precisardes ter desejos,
sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e
serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor e
de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado e
agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia e
meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para “a bem-amada”,
e nos lábios uma canção de bem-aventurança."
11 março 2021
Canção da Flor
Sou uma palavra amável pronunciada e repetida
Pela voz da Natureza;
Eu sou uma estrela caída da
Tenda azul sobre o tapete verde.
Eu sou a filha dos elementos
Com quem o Inverno concebeu;
Com quem a Primavera deu à luz;
Eu era criada na volta do Verão e eu
Dormia na cama do Outono.
Ao amanhecer uno-me com a brisa
Para anunciar a chegada da luz;
Ao entardecer, junto-me aos pássaros
Ao despedir-se da luz.
As planícies são decoradas com
As minhas belas cores, e o ar
É perfumado com a minha fragrância.
Ao abraçar o sono, os olhos vigilante noturno sobre mim
Dormia na cama do Outono.
Ao amanhecer uno-me com a brisa
Para anunciar a chegada da luz;
Ao entardecer, junto-me aos pássaros
Ao despedir-se da luz.
As planícies são decoradas com
As minhas belas cores, e o ar
É perfumado com a minha fragrância.
Ao abraçar o sono, os olhos vigilante noturno sobre mim
E como eu desperto
Eu olho para o sol, que é
O único olho do dia.
Eu bebo orvalho como vinho, e ouço
As vozes dos pássaros, e a dança
Ao balanço rítmico da relva.
O único olho do dia.
Eu bebo orvalho como vinho, e ouço
As vozes dos pássaros, e a dança
Ao balanço rítmico da relva.
Eu sou o presente do amante;
Eu sou a grinalda do casamento;
Sou a memória de um momento de felicidade;
Sou a última dádiva dos vivos aos mortos;
Sou uma parte de alegria e uma parte de tristeza.
Mas eu olho para cima para ver apenas a luz,
E nunca olho para baixo para ver a minha sombra.
Isto é sabedoria que o homem deve aprender.
(Khalil Gibran)
02 maio 2016
Desejos Do Amor
Desejos Do Amor
O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amar é precisar ter desejos, sejam estes os vossos desejos:
De se diluir no amor e ser como um riacho que canta sua melodia para a noite...
De conhecer a dor de sentir ternura demasiada...
De ficar ferido por vossa própria compreensão do amor ...
De sangrar de boa vontade e com alegria...
De acordar na aurora com o coração alado
E agradecer por um novo dia de amor...
De descansar ao meio-dia e meditar sobre o êxtase do amor...
De voltar para casa a noite com gratidão ...
E de adormecer com uma prece no coração para o bem amado,
E nos lábios uma canção de bem aventurança ... Khalil Gibran
20 agosto 2012
Adotarei o Amor
Adotarei o amor
(Gibran Khalil Gibran)
Adotarei o amor por companheiro e o escutarei cantando, e o beberei como vinho, e o usarei como vestimenta.
Na aurora, o amor me acordará e me conduzirá aos prados distantes.
Ao meio dia, conduzir-me-á à sombra das árvores onde me protegerei do sol como os pássaros.
Ao entardecer conduzir-me-á ao poente, onde ouvirei a melodia da natureza despedindo-se da luz, e contemplarei as sombras da quietude adejando no espaço.
À noite, o amor abraçar-me-á, e sonharei com os mundos superiores onde moram as almas dos enamorados e dos poetas.
Na primavera, andarei com o amor, lado a lado, e cantaremos juntos entre as colinas; e seguiremos as pegadas da vida, que são as violetas e as margaridas; e beberemos a água da chuva, acumulada nos poços, em taças feitas de narciso e lírios.
No verão, deitar-me-ei ao lado do amor sobre camas feitas com feixes de espigas, tendo o firmamento por cobertor e a lua e as estrelas por companheiras.
No outono, irei com o amor aos vinhedos e nos sentaremos no lagar, e contemplaremos as árvores se despindo das suas vestimentas douradas e os bandos de aves migratórias voando para as costas do mar.
No inverno, sentar-me-ei com o amor diante da lareira e conversaremos sobre os acontecimentos dos séculos e os anais das nações e povos.
O amor será meu tutor na juventude, meu apoio na maturidade, e meu consolo na velhice.
O amor permanecerá comigo até o fim da vida, até que a morte chegue, e a mão de Deus nos reuna de novo.
Assinar:
Postagens (Atom)


