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31 agosto 2025

Um Ser Humano

Sonhos me levam,  além da dor cotidiana,  em asas de luz🌻

Sou um ser humano comum
Dessas almas que passam despercebidas
Carrego contas, pressa, vontades contidas
E um cansaço que às vezes não tem nome algum

Acordo cedo e encaro o espelho
Me pergunto, em silêncio, quem sou
Visto um sorriso e vou
Mesmo quando a coragem ficou

Entre condução lotada e horas marcadas
Sonho acordada no meio do caos
Pinto castelos nas madrugadas
E faço da imaginação o meu quintal

A fantasia me salva do peso dos dias
É nela que encontro o que não tem aqui
Vozes que cantam outras melodias
Caminhos abertos pra onde eu possa ir

Porque a dor não pede licença
Ela vem se senta e fica um pouco
Mas eu danço, mesmo na presença
Do medo, do erro, do aperto

Sou alguém que sente, que falha, que ama
Que esconde lágrimas no canto do riso
Mas que, entre uma queda e outra, se inflama
Com o brilho de um sonho, com um céu impreciso

Não quero ser mais do que posso ser
Nem menos do que a vida me permitir
Quero apenas viver, e aprender
E no meio da luta, conseguir sorrir

Sou um ser humano comum
Mas dentro de mim cabem mundos
E talvez, entre tantos segundos
Seja isso que me torne alguém incomum...

22 setembro 2020

Perdi Meus Fantásticos Castelos

Perdi meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!

Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!

Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...

Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...

Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

18 junho 2020

Castelo

Castelo parece ser pura fantasia
Não é pra mim...
Construí um castelo
Hoje se tornou ruína
Mas não me abala
Ergo-o de novo
Pedra a pedra
Construo com fortes pilares de magia
Do alto da torre
Vou observar o mundo ao meu redor
Com os olhos atentos e brilhantes
Terá dentro dele a infinita canção
De beleza nobre
Em puro silêncio
Que só o coração sabe...
Lucia (De Improviso)